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Em direcção à eliminação da malária


Pamela Omboko, enfermeira, prepara a vacina contra a malária para bebé, no Quénia, 7 de Outubro de 2021

A malária é uma doença muito antiga, a mais antiga pandemia. O parasita que a causa, o Plasmodium, foi encontrado preservado em mosquitos capturados em âmbar de 30 milhões de anos, mas a doença só começou a se espalhar verdadeiramente há cerca de 10 mil anos, na mesma época em que os humanos começaram a se estabelecer nas cidades, a domesticar animais e a cuidar dos campos.

Desde então, a malária matou milhões de pessoas em todo o mundo. Ainda hoje, é causa de doença em mais de 200 milhões de pessoas a cada ano e mata cerca de 400 mil em todo o mundo, a maioria na África subsaariana.

Desde o seu lançamento em 2005, a Iniciativa do Presidente dos EUA para a Malária (PMI, nas siglas em inglês) tem liderado a luta contra essa pandemia. Administrado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o PMI ajudou a prevenir 1,5 mil milhões de infecções por malária e salvou cerca de 7,6 milhões de vidas.

A 6 de Outubro, o PMI lançou uma nova estratégia de cinco anos, chamada “Acabar com a malária mais rapidamente”. O plano visa eliminar a malária no período de uma geração, contribuir para o objectivo global de salvar mais de quatro milhões de vidas e evitar mil milhões de casos até 2025.

A estratégia “Acabar com a malária mais rápido” tem três objectivos. Em primeiro lugar, visa reduzir a mortalidade da doença em 33 por cento, em relação aos níveis de 2015 em países parceiros com alta taxa de mortalidade.

Em segundo lugar, o PMI se empenhará em reduzir em 40 por cento, em relação aos níveis de 2015, a incidência da malária nas populações dos países parceiros do PMI com alto e moderado fardo da malária.

Finalmente, o PMI espera que pelo menos dez países parceiros do PMI declarem o fim da malaria e, ao mesmo tempo, ajudar um país da sub-região do Grande Mekong a eliminar a doença.

Desde o dia 6 de Outubro, as possibilidades de o PMI atingir essas metas aumentaram muito com a entrada de uma nova ferramenta: uma vacina contra a malária.

“A 6 de Outubro, a Organização Mundial da Saúde recomendou o uso da primeira vacina para combater a malária”, escreveu o Dr. Raj Panjabi, Coordenador Global da Malária dos EUA, quem lidera a PMI. “Esta é a primeira vacina para ajudar a reduzir o risco de malária grave e mortal em crianças pequenas na África Subsaariana, onde a doença continua a ser uma das principais causas de morte”, disse ele.

Quarenta países já eliminaram a malária. E embora ainda haja muito a ser feito, a luta contra a pandemia mais antiga oferece lições para combater a a actual e a futura pandemia.

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