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Em defesa das universidades americanas do Partido Comunista Chinês


Secretário de Estado Mike Pompeo discursando na Georgia Tech em Atlanta, 9 Dez. 2020 (arquivo)

O “mundo livre inteiro demorou muito para entender a trajectória em que a China se encontra hoje”, disse o secretário de Estado Mike Pompeo em comentários no Instituto de Tecnologia da Geórgia.

Segundo Pompeo, por muito tempo, muitos pensaram que ao negociar com a China, o Partido Comunista Chinês (PCC) acabaria por abraçar a liberdade económica e política e, assim, representar menos riscos à liberdade em todo o mundo.

“Em vez disso, os comunistas chineses usaram a riqueza que foi criada por isso para aumentar o seu controlo sobre o povo chinês e construir um sistema de alta tecnologia repressivo como o mundo nunca viu”, disse o secretário de Estado.

“O Partido Comunista Chinês sabe que nunca se poderá igualar à inovação [americana]”, continuou o secretário Pompeo, para quem “é por isso que o PCC tem sido particularmente activo nos campos universitários americanos num esforço para exercer influência através do financiamento, enquanto rouba pesquisas valiosas.

“Existem muitos académicos americanos - muitas deles fazendo pesquisas financiadas por contribuintes americanos - que foram atraídos para os programas de recrutamento de talentos do Partido Comunista Chinês. O PCC paga-lhes uma fortuna para fazer pesquisas relacionadas com as suas áreas de especialização na China e frequentemente o Governo usa os frutos da capacidade intelectual deles para construir a sua força militar”, afirmou o secretário de Estado.

Algumas das principais vítimas do PCC nesses campos são cidadãos chineses inocentes. Alguns estudantes da China em universidades americanas vivem com medo de que as suas famílias sejam interrogadas caso discutam abertamente tópicos considerados controversos ou delicados pelo PCC, enquanto estiverem matriculados em universidades americanas.

O secretário de Estado Mike Pompeo também pediu aos pesquisadores que fiquem vigilantes contra fraudes e roubos e rejeitem o financiamento do PCC. “Não podemos permitir que este regime tirânico roube as nossas [inovações], para construir o seu poderio militar e fazer lavagem cerebral ao nosso povo ou comprar as nossas instituições para ajudá-lo a encobrir essas actividades”, declarou o secretário Pompeo, que pediu aos administradores de universidades americanas que fechem os Institutos Confúcio e investiguem o que os chamados grupos de estudantes apoiados pelo PCC estão realmente a fazer nos seus campos.

Além disso, os estudantes americanos precisam defender corajosamente a liberdade de expressão para eles e para os seus colegas chineses nesses seus campos.

“Vamos erguer uma bandeira de liberdade para defender as nossas escolas, os valores sobre os quais essas instituições foram construídas”, exortou o secretário Mike Pompeo, que concluiu: “Vai ajudar a nossa segurança nacional e proteger-nos da ameaça maior do nosso tempo, o Partido Comunista Chinês”.

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