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Manobras preocupantes no Zimbabué


Journalista Hopewell Chin'ono em conversa com Harrison Nkomo dos Advogados do ZImbabué pelos Direitos Humanosr em tribunal em Harare a 9 Janeiro 2021. (Columbus Mavhunga/VOA)

Os Estados Unidos estão a acompanhar de perto os acontecimentos no Zimbabué, seguindo o que o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, chamou "movimentos preocupantes".

A 17 de Março, o Vice-Presidente da Aliança Movimento Democrático para a Mudança , ou Aliança MDC, Tendai Biti e outros membros do MDC foram destituídos dos seus lugares eleitos no Parlamento do Zimbabué.

Isto significa que, desde Março de 2020, as manobras parlamentares apoiadas pelo governo do Zimbabué levaram à expulsão de 39 deputados da Aliança MDC, bem como de 81 funcionários locais eleitos. "Estas acções", disse o porta-voz Price numa declaração, "subvertem a vontade dos eleitores, minam ainda mais a democracia, e negam a milhões de cidadãos zimbabueanos a sua representação escolhida".

A 3 de Março, o Presidente Joe Biden renovou por mais um ano as sanções dirigidas contra certos membros do Governo do Zimbabué e outros que "minam os processos ou instituições democráticas do Zimbabué". Numa nota ao Congresso dos EUA renovando as sanções aplicadas pela primeira vez em 2003, através da Ordem Executiva 13288, o Presidente Biden escreveu que as acções e políticas dos sancionados "tinham contribuído para o colapso deliberado do Estado de direito no Zimbabué, para a violência e intimidação politicamente motivada naquele país, e para a instabilidade política e económica na região da África Austral".

Enquanto a destituição dos membros da Aliança MDC continua no Zimbabué, o porta-voz Price declarou que os Estados Unidos também estão a monitorar "os esforços do governo para desmantelar a Aliança MDC através da prisão e detenção dos seus líderes e do desvio dos seus bens". Para além disso, observou ele, os Estados Unidos da América notam "a aplicação selectiva pelo governo dos regulamentos da COVID-19 para adiar indefinidamente as eleições parciais e proibir reuniões da Aliança MDC, permitindo simultaneamente a realização de eleições internas e reuniões para a União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica, (ZANU-PF) e seus aliados.

"A ZANU-PF está a utilizar indevidamente os intrumentos do governo para silenciar os críticos, neutralizar a oposição e reforçar o seu poder político sobre o povo do Zimbabué", disse o porta-voz Price. "Exortamos o Governo do Zimbabué a cumprir a sua obrigação de respeitar as liberdades de expressão e associação consagradas na Constituição do Zimbabué e nos seus compromissos internacionais".

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