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Nova vida para o tratado sobre controlo de armas nucleares START entre os EUA e a Rússia


Presidente Barack Obama e presidente russo Dmitry Medvedev trocam apertam a mão enquanto trocam o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START II) assinado no Castelo de Praga em Praga, 8 de Abril de 2010 (arquivo)

Numa das primeiras acções no cargo, o Presidente Joe Biden propôs uma extensão de cinco anos do Novo Tratado START, o último acordo de controlo de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia. O tratado expira a 5 de Fevereiro.

No seu primeiro contacto telefónico, o Presidente Biden e o Presidente russo, Vladimir Putin, discutiram o interesses dos dois países de prolongar o Novo START e concordaram em fazer com que as suas delegações "trabalhem urgentemente para concluir a renovação até 5 de Fevereiro", informou a Casa Branca a 26 de Janeiro.

No dia seguinte à conversa, as duas câmaras do Parlamento russo votaram unanimemente pela extensão do tratado por cinco anos.

O novo tratado START foi assinado em 2010 pelo Presidente Barack Obama e o Presidente russo Dmitry Medvedev. O documento limita cada país a 1.550 ogivas nucleares e 700 mísseis e bombardeiros e 800 lançadores e bombardeiros ICBM e SLBM. O tratado também permite amplas inspecções nos locais para verificar o cumprimento do mesmo

A porta-voz da Casa Branca Jen Psaki disse em conferência de imprensa que “o novo START é o único tratado remanescente que restringe as forças nucleares russas e é uma âncora de estabilidade estratégica entre os nossos dois países”.

O secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, afirmou, por seu lado, que a conformidade da Rússia com o tratado do Novo START "serviu bem os nossos interesses de segurança nacional e os americanos estão muito mais seguros com o Novo START intacto e prolongado"

Ele acrescentou: “Estender as limitações do tratado sobre os depósitos de armas nucleares estratégicas até 2026 dá tempo e espaço para as duas nações explorarem novas formas de controlo de armas que podem reduzir ainda mais os riscos para os americanos”.

Os Estados Unidos continuam cientes dos desafios que a Rússia representa e do potencial do controlo de armas para enfrentar o rápido crescimento do arsenal nuclear da China. Na conversa com o Presidente Putin, além de discutir a extensão do Novo START, o Presidente Biden destacou várias acções desestabilizadoras por parte da Rússia, incluindo as ameaças à soberania da Ucrânia, o ataque cibernético da SolarWinds que comprometeu empresas e agências governamentais dos EUA, a interferência na eleição americana de 2020, as informações sobre ofertas de recompensa por parte da Rússia para quem matar soldados americanas no Afeganistão e o envenenamento do dissidente russo Aleksey Navalny.

O Presidente Biden garantiu aos jornalistas: “Acho que podemos operar no interesse mútuo dos nossos países, com um novo acordo START, e deixar claro à Rússia que estamos muito preocupados com o seu comportamento”.

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