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Preocupação com actividade nuclear da China


Uma bandeira chinesa no topo do Tokamak Experimental Avançado Supercondutor (EAST), um reactor de fusão nuclear en Hefei, província de Anhui (arquivo 2018)

Reduzir a ameaça de proliferação nuclear e o potencial para a guerra nuclear é um objectivo-chave da administração Biden-Harris.

Como uma das suas primeiras acções no cargo, o Presidente Joe Biden aprovou uma extensão de cinco anos do Novo Tratado START com a Rússia, que continuou as limitações do tratado sobre os arsenais estratégicos de armas nucleares tanto dos EUA como da Rússia até 2026. Esta medida dá tempo e espaço para que ambos os países explorem novos acordos verificáveis de controlo de armas que possam reduzir ainda mais os riscos de guerra.

Os Estados Unidos estão igualmente a encorajar a República Popular da China a envolver-se de forma significativa com Washington na redução dos riscos nucleares. A RPC tem vindo a expandir o seu arsenal nuclear nos últimos anos. Segundo um relatório do ano passado do Pentágono, espera-se que a China no mínimo duplique o seu arsenal de armas nucleares nesta década.

Agora, dois investigadores americanos, utilizando imagens de satélite comerciais, relataram que a RPC está a construir mais de 100 silos para mísseis balísticos de alcance intercontinental capazes de transportar ogivas nucleares que poderiam chegar aos Estados Unidos. Estes silos estão a ser construídos em áreas remotas da província de Gansu, na orla do Deserto de Gobi. Jeffrey Lewis, um dos investigadores do Centro de Estudos de Não Proliferacção nuclear James Martin do Instituto de Estudos Internacionas Middlebury em Monterey (Califórnia), descreveu de "espantoso" o ritmo da construção de silos para os mísseis balísticos da China. Numa entrevista à CNN, ele acrescentou que a construção "é muito maior do que qualquer coisa que esperávamos ver".

Com a RPC à beira da construção de centenas de novos silos ICBM, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, manifestou preocupação com a expansão da RPC das suas capacidades nucleares. "Estes relatórios e outros desenvolvimentos sugerem que o arsenal nuclear da RPC irá crescer mais rapidamente e a um nível mais elevado do que talvez se previa anteriormente... Levanta questões sobre a intenção da RPC".

Mostra também, disse, "como a RPC parece estar novamente a desviar-se de décadas de estratégia nuclear baseada em torno de uma dissuasão mínima".

"Estes avanços mais uma vez...realçam porque é do interesse de todos que as potências nucleares falem directamente umas com as outras sobre a redução dos perigos nucleares e a prevenção de erros de cálculo", declarou o porta-voz Price. "Encorajamos Pequim a empenhar-se connosco em medidas práticas para reduzir os riscos de desestabilização das corridas ao armamento, e tensões potencialmente desestabilizadoras". É precisamente por isso que o Presidente Biden deu prioridade à estabilidade estratégica no seu envolvimento com o Presidente Putin...O mesmo raciocínio aplicar-se-ia ao envolvimento com outra potência nuclear, a RPC".

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