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EUA condenam motim no Mali


Secretário de Estado americano Mike Pompeo. 20 agosto, 2020.

O presidente Ibrahim Boubacar Keita, do Mali, foi preso a 18 de agosto num motim militar.

“Os Estados Unidos condenam veementemente o... motim no Mali, como condenaríamos qualquer tomada de poder pela força”, disse o Secretário de Estado Mike Pompeo em comunicado.

Embora seja noticiado que o presidente Keita foi libertado (enviado) para sua casa, teme-se que a instabilidade no Mali possa fortalecer os extremistas que procuram fazer avançar a sua agenda islâmica no Mali e nos países vizinhos e levar ao deslocamento de milhões de civis.

De fato, após um golpe militar no Mali em 2012, rebeldes islâmicos, alguns com laços à Al Qaeda, tomaram o controle de grandes áreas do norte do Mali, incluindo a antiga capital cultural , Timbuktu

Em áreas sob o controle dos extremistas islâmicos, os malianos foram forçados a seguir um rigoroso código religioso, incluindo casamentos forçados para as mulheres, até que as forças francesas ajudaram os militares malianos a expulsar os jihadistas.

Mas os grupos armados continuam a ameaçar civis nas áreas rurais, e a violência espalhou-se para os países vizinhos - Burkina Faso e Níger. De acordo com reportagens da imprensa, desde 2012, mais de 10 mil pessoas da África Ocidental morreram e mais de um milhão fugiram de suas casas.

O enviado especial dos EUA para a região do Sahel, Peter Pham, deixou claro numa publicação no Twitter: "Os Estados Unidos não estão a fornecer, de momento, qualquer treino às forças armadas do Mali".

Ele também twitou que “os EUA se opõem a qualquer mudança extra-constitucional de governo, seja por parte dos que estão nas ruas ou pelas forças de defesa e segurança”.

Os Estados Unidos unem-se à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e à União Africana, bem como a outros parceiros internacionais, na denúncia do motim no Mali. “A liberdade e a segurança dos funcionários do governo detidos e de suas famílias devem ser garantidas”, sublinhou o secretário Pompeo.

Os Estados Unidos pedem a todos os atores políticos e militares que trabalhem para a restauração do governo constitucional. “Instamos todas as partes interessadas no Mali”, disse o secretário Pompeo, “a se envolverem num diálogo pacífico, a respeitarem os direitos dos malianos à liberdade de expressão e reunião pacífica e a rejeitarem a violência”.

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